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Alimentos ultraprocessados: o real impacto na saúde, segundo dados da Fiocruz
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Alimentos ultraprocessados: o real impacto na saúde, segundo dados da Fiocruz

Por Carlos Oliveira·12 de julho de 2026·Atualizado em 27 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O impacto na saúde, em números

Um estudo do pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz Brasília e do Nupens/USP, estima que o consumo de alimentos ultraprocessados esteja associado a 57 mil mortes por ano no Brasil, o equivalente a 10,5% de todas as mortes no país.

O mesmo levantamento calcula um custo de pelo menos R$ 10,4 bilhões por ano ao sistema de saúde brasileiro, decorrente de doenças associadas ao consumo frequente desses produtos, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Um problema de preço

Um agravante identificado por pesquisas recentes: alimentos ultraprocessados vêm ficando relativamente mais baratos ao longo do tempo, enquanto alimentos in natura ou minimamente processados vêm subindo de preço — o que dificulta a troca por opções mais saudáveis, especialmente para famílias de baixa renda.

O que fazer na prática

Não é necessário eliminar totalmente os ultraprocessados da rotina, mas reduzir a frequência e priorizar preparações caseiras nas refeições principais já tem impacto relevante — pequenas trocas, como preparar o próprio lanche em vez de comprar industrializado, contam.

Como identificar um ultraprocessado

A classificação NOVA, usada pelo Ministério da Saúde no Guia Alimentar para a População Brasileira, divide os alimentos em quatro grupos: in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários (óleo, açúcar, sal), processados (conservas, queijos, pães simples) e ultraprocessados. Um bom sinal de alerta é a lista de ingredientes: se tem cinco ou mais itens, especialmente nomes que não são reconhecíveis como comida (corantes, realçadores de sabor, emulsificantes), é provável que seja ultraprocessado.

Nem todo industrializado é um vilão

É um erro comum confundir 'industrializado' com 'ultraprocessado'. Alimentos processados como conservas de legumes, queijos e pães feitos com poucos ingredientes reconhecíveis não entram na mesma categoria de risco — o problema está especificamente nos produtos formulados industrialmente com aditivos para imitar sabor e textura de comida de verdade, geralmente com excesso de açúcar, sódio e gorduras.

Fontes

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