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Dieta cetogênica: o que a ciência diz sobre os riscos e os benefícios reais
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Dieta cetogênica: o que a ciência diz sobre os riscos e os benefícios reais

Por Carlos Oliveira·19 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é a dieta cetogênica

A dieta cetogênica é um plano alimentar com pouquíssimo carboidrato — geralmente entre 20 g e 50 g por dia, bem abaixo do recomendado para a maioria das pessoas —, proteína em quantidade moderada e alto teor de gordura, que costuma representar 70% a 80% das calorias totais.

Como o corpo reage

Sem carboidrato suficiente para usar como combustível principal, o corpo passa a queimar gordura como fonte primária de energia. Nesse processo, o fígado produz substâncias chamadas corpos cetônicos, que funcionam como um combustível alternativo para o cérebro e os músculos — daí o nome da dieta.

Onde a evidência é mais sólida

O uso da dieta cetogênica com respaldo científico mais forte é no tratamento da epilepsia refratária, especialmente em crianças que não respondem bem aos medicamentos anticonvulsivantes. Há também pesquisa em andamento sobre potencial em outras condições neurológicas e metabólicas, mas essas aplicações ainda não têm o mesmo nível de evidência.

O que acontece com o peso

Feita corretamente, a dieta pode levar a uma perda de peso rápida nas primeiras semanas — parte dela relacionada à perda de água associada à redução dos estoques de glicogênio, e não apenas de gordura. No médio e longo prazo, os estudos mostram que a perda de peso tende a se equiparar à de outras dietas com déficit calórico semelhante.

Os riscos que preocupam

As evidências disponíveis são majoritariamente de curto prazo. Os riscos mais citados incluem aumento do colesterol LDL (o "colesterol ruim") e elevação da pressão arterial em algumas pessoas — fatores associados a maior risco cardiovascular. Por restringir fortemente frutas, vegetais e grãos integrais, a dieta também pode levar a deficiências de fibras, vitaminas e minerais, além de aumentar o risco de constipação.

Antes de começar

Por ser uma dieta restritiva e com potencial de efeitos adversos, a recomendação de especialistas é que ela só seja adotada com acompanhamento de nutricionista ou médico, que pode monitorar exames de sangue e ajustar o plano para reduzir riscos nutricionais.

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