
Ovo aumenta o colesterol? O que a ciência diz agora
O que mudou na recomendação
Por décadas, diretrizes alimentares recomendavam limitar o consumo de colesterol a no máximo 300 mg por dia, o que colocava o ovo (rico em colesterol na gema) na lista de alimentos a evitar. Essa recomendação mudou.
O que a ciência diz agora
Estudos recentes indicam que a gordura saturada — não o colesterol da dieta — é o principal fator que eleva o colesterol LDL no sangue. A maior parte do colesterol circulante no corpo é produzida pelo próprio fígado, não vem diretamente do que comemos.
Pesquisas mostram que o consumo de até dois ovos por dia, dentro de uma dieta pobre em gordura saturada, pode até contribuir para reduzir o LDL, em vez de aumentá-lo.
Quem deve ter cautela
A exceção fica por conta de quem já tem colesterol elevado, diabetes ou doença cardiovascular diagnosticada — nesses casos, a quantidade ideal de ovos (e principalmente de gemas) deve ser avaliada individualmente com um médico ou nutricionista.
Quantos ovos por dia, então?
Para a maioria das pessoas saudáveis, consumir 1 a 2 ovos por dia é considerado seguro dentro de uma alimentação equilibrada. O ponto de atenção não é o ovo isolado, mas o padrão alimentar como um todo — comer ovos com bacon, frituras e embutidos com frequência pesa mais pela gordura saturada do acompanhamento do que pelo ovo em si.
Por que o mito persiste
A recomendação de limitar ovos veio de estudos das décadas de 1960-70, que associavam diretamente o colesterol dos alimentos ao colesterol sanguíneo — uma relação que pesquisas mais recentes mostraram ser bem mais fraca do que se pensava. Diretrizes como a americana (Dietary Guidelines for Americans) já removeram o limite numérico de colesterol dietético desde 2015, mas a recomendação antiga ainda circula no senso comum.
Outros nutrientes do ovo
Além da proteína completa (com todos os aminoácidos essenciais), o ovo é uma das poucas fontes alimentares relevantes de colina, nutriente importante para a função cerebral e hepática, e contém luteína e zeaxantina — antioxidantes associados à saúde da visão e à proteção contra degeneração macular.



