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Anvisa aprova Leqembi (lecanemabe), primeiro medicamento que retarda o Alzheimer no Brasil
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Anvisa aprova Leqembi (lecanemabe), primeiro medicamento que retarda o Alzheimer no Brasil

Por Carlos Oliveira·19 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Leqembi

O Leqembi é o nome comercial do lecanemabe, anticorpo monoclonal aprovado pela Anvisa em 22 de dezembro de 2025 para o tratamento da doença de Alzheimer em fase inicial.

Como funciona

O lecanemabe age se ligando à proteína beta-amiloide, que se acumula em placas no cérebro de pessoas com Alzheimer e é considerada um dos principais fatores associados à progressão da doença. Ao se ligar a essas placas, o anticorpo ajuda o organismo a removê-las — sendo por isso classificado como um medicamento que modifica o curso da doença, e não apenas seus sintomas.

Para quem é indicado

A indicação é restrita a pacientes adultos com diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve ou demência leve devido à doença de Alzheimer, com confirmação da presença de patologia amiloide por meio de biomarcadores (como exame de líquor ou PET cerebral). Não é indicado para fases mais avançadas da doença.

O que muda em relação aos tratamentos anteriores

Até a aprovação do Leqembi, não havia no Brasil nenhuma terapia registrada capaz de interferir diretamente na progressão do Alzheimer — o tratamento se limitava ao controle de sintomas cognitivos e comportamentais. A chegada de um medicamento que atua sobre um dos mecanismos biológicos da doença é considerada um marco pelos especialistas, ainda que os benefícios observados nos estudos sejam de retardo da progressão, não de cura.

Riscos e monitoramento

O uso do lecanemabe exige acompanhamento rigoroso, já que está associado a um efeito colateral chamado ARIA (anormalidades de imagem relacionadas ao amiloide), que pode causar inchaço ou pequenos sangramentos no cérebro. Por isso, o tratamento requer exames de imagem periódicos ao longo do acompanhamento.

Disponibilidade no Brasil

Como em outras aprovações recentes, o registro na Anvisa não garante disponibilização pelo SUS nem define o preço final — isso depende de precificação pela CMED e, para incorporação ao sistema público, de avaliação da Conitec.

O diagnóstico de Alzheimer e a indicação de tratamento devem ser feitos por neurologista ou geriatra, com exames específicos. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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