
Colesterol LDL e HDL: o que as novas diretrizes de 2026 mudam
Por que olhar as frações, não só o total
Um dos erros mais comuns ao interpretar um exame de sangue é olhar apenas para o colesterol total e ignorar suas frações — LDL e HDL —, que na prática são elas que definem o risco cardiovascular de cada pessoa, não o número somado.
O LDL é popularmente chamado de "colesterol ruim" porque está associado ao desenvolvimento de doença coronariana, enquanto o HDL é o "colesterol bom", que ajuda a remover o excesso de colesterol do corpo e favorecer sua excreção — a recomendação geral é manter o HDL acima de 40 mg/dl.
O que mudou nas diretrizes de 2026
As diretrizes mais recentes, de 2026, resumem a mensagem principal em uma frase: quanto mais cedo e mais baixo o LDL for mantido, melhor. Níveis reduzidos de LDL sustentados por mais tempo estão associados a um risco futuro menor de infarto e AVC — o que muda o foco de "baixar o colesterol quando ele já está alto" para mantê-lo controlado o quanto antes.
Novos marcadores
As novas diretrizes também trazem marcadores adicionais ganhando importância: a lipoproteína(a), ou Lp(a), deve ser medida pelo menos uma vez na vida adulta, já que níveis elevados aumentam o risco cardiovascular de forma independente. A apolipoproteína B também ajuda a identificar risco residual, principalmente em quem tem diabetes tipo 2, triglicerídeos elevados ou doença cardiovascular já estabelecida.
Sobre a alimentação
Do lado da alimentação, a orientação de nutricionistas tem se afastado da lógica de "cortar um nutriente isolado" e caminhado para uma abordagem integrada: o que mais importa é o padrão alimentar como um todo, combinado a estilo de vida ativo e, quando necessário, tratamento medicamentoso — não existe um único vilão ou mocinho no prato.
Na prática
Vale pedir ao médico para avaliar LDL e HDL separadamente no próximo exame, e não só o colesterol total, além de perguntar sobre a medição de Lp(a) pelo menos uma vez na vida adulta — principalmente para quem tem histórico familiar de doença cardiovascular precoce.
Fontes
- SOCESP
- Tribuna de Minas



