
Deficiência de ferro em mulheres: por que não é só sobre o que você come
Um problema além da alimentação
A anemia continua sendo um grave e persistente problema de saúde pública: calcula-se que quase dois bilhões de pessoas no mundo tenham anemia, e que de 27% a 50% da população mundial apresente algum grau de deficiência de ferro.
Em mulheres, a deficiência de ferro costuma ser atribuída apenas à alimentação — mas o corpo perde ferro de forma contínua quando o sangramento menstrual é intenso ou prolongado, e essa perda muitas vezes passa despercebida justamente por parecer "normal".
Sinais de alerta
O principal sinal de alerta é a intensidade do fluxo: eliminação de coágulos, sangramento que dura muitos dias, necessidade de trocar o absorvente com muita frequência ou escapes durante a noite são indícios de que a reposição natural de ferro pode não estar acompanhando a perda.
Sintomas
Os sintomas típicos da deficiência incluem cansaço, fraqueza, apatia, falta de concentração, falta de ar e batimentos cardíacos acelerados ou irregulares, além de dor de cabeça e palidez da pele e das mucosas. Um sintoma menos conhecido, mas característico, é o desejo de mastigar gelo.
Quando procurar um médico
Vale marcar uma consulta quando o fluxo menstrual é muito intenso, o cansaço piora progressivamente, aparecem falta de ar, palpitações ou tontura, ou quando há queda de cabelo e dificuldade de manter a rotina normal — sinais de que pode valer a pena investigar tanto os níveis de ferro quanto a causa ginecológica do sangramento.
Sobre a alimentação
O ferro de origem animal (heme) — presente em carnes vermelhas e no fígado bovino — é absorvido pelo corpo com mais eficiência do que o ferro de origem vegetal (não heme), encontrado em folhas verde-escuras, feijão e soja. Mas quando a causa é perda menstrual significativa, ajustar só o prato pode não ser suficiente — o caminho passa por investigar a causa do sangramento com um ginecologista, além de possível suplementação orientada por um médico.



