
Dieta DASH para hipertensão: o que comer e o que evitar, segundo a ciência
O que é a dieta DASH
DASH é a sigla para "Dietary Approaches to Stop Hypertension" — abordagens dietéticas para deter a hipertensão. A dieta foi incorporada às diretrizes brasileiras de hipertensão arterial pela primeira vez em 2004, elaboradas em conjunto pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia, e passou a ser efetivamente recomendada como parte do tratamento não farmacológico da hipertensão a partir da atualização de 2006 — hoje com grau de recomendação I e nível de evidência A, o mais alto da escala.
O que comer
- Frutas e vegetais variados, em grande quantidade
- Cereais integrais (arroz integral, aveia, pão integral)
- Laticínios com baixo teor de gordura, como fonte de cálcio
- Oleaginosas, como castanhas e nozes
- Fontes de proteína magra, como peixes e aves sem pele
Estudos mostram que dietas ricas em frutas, legumes, verduras, nozes e cereais integrais estão associadas a níveis mais baixos de pressão arterial — o simples aumento no consumo de frutas e vegetais já tem impacto mensurável.
O que evitar
- Carnes gordurosas e frituras
- Doces e bebidas açucaradas
- Alimentos ultraprocessados em geral
Um ponto que costuma surpreender: segundo a própria Sociedade Brasileira de Hipertensão, reduzir o sódio isoladamente não deve ser tratado como o principal foco de ataque contra a hipertensão — o padrão alimentar como um todo importa mais do que cortar apenas um nutriente.
Por que funciona
O conjunto de nutrientes da dieta DASH — mais potássio, cálcio, magnésio e fibras, menos gordura saturada — atua de forma combinada sobre os mecanismos que regulam a pressão arterial, o que explica por que o efeito da dieta como um todo costuma ser mais consistente do que o de intervenções isoladas, como cortar apenas o sal.
Cuidados
Pessoas com hipertensão não devem abandonar a medicação prescrita por causa da dieta, e ajustes na alimentação de quem já tem outras condições, como doença renal, devem ser sempre orientados por nutricionista ou médico, já que as necessidades de potássio e outros minerais podem mudar nesses casos.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou nutricional individualizada.



