
Anvisa aprova Imaavy, primeiro medicamento específico para anemia hemolítica autoimune
O que foi aprovado
A Anvisa aprovou o registro do Imaavy (nipocalimabe) para pacientes a partir de 12 anos com anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes (AHAI-Q). É o primeiro medicamento aprovado no Brasil com indicação específica para essa doença rara.
O que é a AHAI-Q
A anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes é uma doença rara em que o sistema imunológico produz anticorpos que reconhecem erroneamente as próprias hemácias (glóbulos vermelhos) como uma ameaça, contribuindo para a destruição precoce dessas células — responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue. A condição pode ter evolução grave e debilitante.
Como funciona o medicamento
O nipocalimabe é um anticorpo monoclonal que age bloqueando o receptor neonatal Fc (FcRn), uma proteína envolvida na reciclagem da imunoglobulina G (IgG) no organismo. Ao interferir nesse processo, o medicamento reduz os níveis de IgG no sangue — incluindo os autoanticorpos responsáveis por atacar as hemácias na AHAI-Q.
Por que é relevante
Até então, o tratamento da AHAI-Q dependia de terapias não específicas para a doença, como corticosteroides e imunossupressores de uso mais amplo. Ter uma opção desenvolvida e aprovada especificamente para essa condição representa um avanço direto para um grupo de pacientes que até então contava com alternativas terapêuticas limitadas.
O diagnóstico e o tratamento da AHAI-Q devem ser conduzidos por hematologista. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Sintomas da AHAI-Q
A destruição acelerada das hemácias causa sintomas típicos de anemia — fadiga intensa, palidez e falta de ar aos esforços — além de icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e urina escura, resultado do excesso de bilirrubina liberada na quebra das células vermelhas. Em casos mais graves, a queda rápida da hemoglobina pode exigir internação e transfusão.
Efeitos colaterais do nipocalimabe
Como o medicamento reduz os níveis gerais de imunoglobulina G no sangue — não só os autoanticorpos responsáveis pela doença —, o principal ponto de atenção é o maior risco de infecções durante o tratamento. Por isso, o acompanhamento com hematologista inclui monitoramento regular e, em alguns casos, atualização do calendário vacinal antes de iniciar a terapia.
Fontes
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
- Tribuna Popular



