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Anvisa aprova Imaavy, primeiro medicamento específico para anemia hemolítica autoimune
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Anvisa aprova Imaavy, primeiro medicamento específico para anemia hemolítica autoimune

Por Carlos Oliveira·26 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que foi aprovado

A Anvisa aprovou o registro do Imaavy (nipocalimabe) para pacientes a partir de 12 anos com anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes (AHAI-Q). É o primeiro medicamento aprovado no Brasil com indicação específica para essa doença rara.

O que é a AHAI-Q

A anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes é uma doença rara em que o sistema imunológico produz anticorpos que reconhecem erroneamente as próprias hemácias (glóbulos vermelhos) como uma ameaça, contribuindo para a destruição precoce dessas células — responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue. A condição pode ter evolução grave e debilitante.

Como funciona o medicamento

O nipocalimabe é um anticorpo monoclonal que age bloqueando o receptor neonatal Fc (FcRn), uma proteína envolvida na reciclagem da imunoglobulina G (IgG) no organismo. Ao interferir nesse processo, o medicamento reduz os níveis de IgG no sangue — incluindo os autoanticorpos responsáveis por atacar as hemácias na AHAI-Q.

Por que é relevante

Até então, o tratamento da AHAI-Q dependia de terapias não específicas para a doença, como corticosteroides e imunossupressores de uso mais amplo. Ter uma opção desenvolvida e aprovada especificamente para essa condição representa um avanço direto para um grupo de pacientes que até então contava com alternativas terapêuticas limitadas.

O diagnóstico e o tratamento da AHAI-Q devem ser conduzidos por hematologista. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Sintomas da AHAI-Q

A destruição acelerada das hemácias causa sintomas típicos de anemia — fadiga intensa, palidez e falta de ar aos esforços — além de icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e urina escura, resultado do excesso de bilirrubina liberada na quebra das células vermelhas. Em casos mais graves, a queda rápida da hemoglobina pode exigir internação e transfusão.

Efeitos colaterais do nipocalimabe

Como o medicamento reduz os níveis gerais de imunoglobulina G no sangue — não só os autoanticorpos responsáveis pela doença —, o principal ponto de atenção é o maior risco de infecções durante o tratamento. Por isso, o acompanhamento com hematologista inclui monitoramento regular e, em alguns casos, atualização do calendário vacinal antes de iniciar a terapia.

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