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Anvisa aprova Columvi (glofitamabe) para tratar linfoma não Hodgkin agressivo
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Anvisa aprova Columvi (glofitamabe) para tratar linfoma não Hodgkin agressivo

Por Carlos Oliveira·21 de julho de 2026·Atualizado em 13 de agosto de 2026·1 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Columvi

O Columvi é o nome comercial do glofitamabe, medicamento biológico registrado pela Anvisa em julho de 2026. É um anticorpo biespecífico — uma molécula fabricada para se ligar simultaneamente a dois alvos diferentes.

Para quem é indicado

A aprovação é para o tratamento, em combinação com gencitabina e oxaliplatina, de pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B — o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo — que recidivou ou não respondeu a tratamentos anteriores, e que não são elegíveis para transplante autólogo de células-tronco.

Como funciona

O glofitamabe se liga ao mesmo tempo ao antígeno CD20, presente nas células tumorais do linfoma, e ao CD3, presente nos linfócitos T — células de defesa do próprio paciente. Essa "ponte" molecular ativa os linfócitos T e os direciona para atacar e destruir as células cancerígenas.

Como é aplicado

O tratamento é feito por infusão intravenosa, em ambiente hospitalar equipado para monitorar e tratar efeitos adversos graves. Antes de cada dose, o paciente recebe pré-medicação, e o tratamento começa com um esquema de doses crescentes, reduzindo o risco de reações graves nas primeiras aplicações.

Efeitos colaterais

O efeito adverso mais característico desse tipo de medicamento é a síndrome de liberação de citocinas — uma resposta inflamatória intensa do sistema imunológico que pode causar febre, queda de pressão e dificuldade respiratória, e que, em casos graves, pode ser fatal. Por isso a aplicação exige monitoramento hospitalar rigoroso. Outros efeitos comuns incluem dor muscular, irritação na pele, fadiga, náusea, diarreia, dor abdominal e alterações em exames de sangue, como queda de linfócitos e plaquetas.

O tratamento com Columvi deve ser prescrito e acompanhado por hematologista ou oncologista em centro especializado. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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