
Anvisa aprova Columvi (glofitamabe) para tratar linfoma não Hodgkin agressivo
O que é o Columvi
O Columvi é o nome comercial do glofitamabe, medicamento biológico registrado pela Anvisa em julho de 2026. É um anticorpo biespecífico — uma molécula fabricada para se ligar simultaneamente a dois alvos diferentes.
Para quem é indicado
A aprovação é para o tratamento, em combinação com gencitabina e oxaliplatina, de pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B — o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo — que recidivou ou não respondeu a tratamentos anteriores, e que não são elegíveis para transplante autólogo de células-tronco.
Como funciona
O glofitamabe se liga ao mesmo tempo ao antígeno CD20, presente nas células tumorais do linfoma, e ao CD3, presente nos linfócitos T — células de defesa do próprio paciente. Essa "ponte" molecular ativa os linfócitos T e os direciona para atacar e destruir as células cancerígenas.
Como é aplicado
O tratamento é feito por infusão intravenosa, em ambiente hospitalar equipado para monitorar e tratar efeitos adversos graves. Antes de cada dose, o paciente recebe pré-medicação, e o tratamento começa com um esquema de doses crescentes, reduzindo o risco de reações graves nas primeiras aplicações.
Efeitos colaterais
O efeito adverso mais característico desse tipo de medicamento é a síndrome de liberação de citocinas — uma resposta inflamatória intensa do sistema imunológico que pode causar febre, queda de pressão e dificuldade respiratória, e que, em casos graves, pode ser fatal. Por isso a aplicação exige monitoramento hospitalar rigoroso. Outros efeitos comuns incluem dor muscular, irritação na pele, fadiga, náusea, diarreia, dor abdominal e alterações em exames de sangue, como queda de linfócitos e plaquetas.
O tratamento com Columvi deve ser prescrito e acompanhado por hematologista ou oncologista em centro especializado. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.



