
Anvisa aprova Ebglyss (lebriquizumabe) para dermatite atópica moderada a grave
O que foi aprovado
A Anvisa aprovou o Ebglyss (lebriquizumabe), medicamento injetável da farmacêutica Eli Lilly, para o tratamento da dermatite atópica (eczema) moderada a grave em adultos e crianças a partir de 12 anos.
Como funciona
O lebriquizumabe é um anticorpo monoclonal que age inibindo a interleucina IL-13, uma proteína do sistema imunológico responsável pela inflamação que causa os sintomas clássicos da dermatite atópica, como coceira intensa, vermelhidão e ressecamento da pele.
Para quem é indicado
É voltado a pacientes que não conseguiram controlar a doença apenas com tratamentos tópicos, como pomadas e cremes. O medicamento pode ser usado com ou sem corticosteroides tópicos, dependendo da orientação médica.
Como é aplicado
O tratamento começa com uma fase inicial mais frequente e, depois, passa para uma aplicação única de manutenção a cada quatro semanas, na dose de 250 mg — uma rotina bem mais simples do que a de outros tratamentos para a doença.
Quando chega ao mercado brasileiro
Com o registro aprovado pela Anvisa, a Lilly ainda precisa concluir outras etapas regulatórias e comerciais antes da disponibilização efetiva do medicamento nas farmácias e redes de saúde no Brasil.
O diagnóstico e a indicação de tratamento para dermatite atópica devem ser feitos por dermatologista. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Efeitos colaterais mais comuns
Nos estudos clínicos, os efeitos adversos mais relatados com o lebriquizumabe foram conjuntivite, reações no local da injeção e, com menor frequência, herpes oral. Esse perfil é semelhante ao observado em outros medicamentos da mesma classe (inibidores de interleucinas), usados para tratar dermatite atópica moderada a grave.
Outras opções da mesma classe
O Ebglyss se junta a outros biológicos já disponíveis no Brasil para dermatite atópica moderada a grave, como o dupilumabe, que atua bloqueando um caminho de sinalização diferente (IL-4 e IL-13). Ter mais de uma opção terapêutica nessa classe amplia as chances de encontrar o tratamento mais adequado para cada paciente, já que a resposta a esses medicamentos pode variar de pessoa para pessoa.



