
Anvisa aprova Depemoquimabe (Densurko) para asma grave eosinofílica
O que é o Densurko
O Densurko é o nome comercial do depemoquimabe, medicamento biológico aprovado pela Anvisa pela Resolução RE nº 1.896/2026, publicada no Diário Oficial da União em 11 de maio de 2026. É apresentado como solução injetável de 100 mg/mL, em seringa preenchida ou caneta aplicadora prontas para uso.
Para quem é indicado
O Densurko é indicado como tratamento complementar para dois quadros: asma em pacientes a partir de 12 anos com inflamação do tipo 2 (alérgica), caracterizada pelo excesso de eosinófilos no sangue, e rinossinusite crônica com pólipos nasais graves.
Não substitui a medicação de uso contínuo da asma, como corticoide inalatório e broncodilatador — é somado a esse tratamento nos casos que continuam mal controlados.
Como funciona
É um anticorpo monoclonal direcionado à interleucina-5 (IL-5), substância que ativa e mantém vivos os eosinófilos — células de defesa cujo acúmulo excessivo provoca a inflamação característica da asma eosinofílica grave e da rinossinusite com pólipos.
Aplicação e eficácia
A aplicação é feita a cada seis meses — bem menos frequente que outros biológicos da mesma classe, que costumam exigir doses mensais. Nos estudos de fase III SWIFT-1 e SWIFT-2, o medicamento reduziu em 58% e 48%, respectivamente, a taxa anualizada de exacerbações de asma ao longo de 52 semanas, com redução de até 72% nas crises que exigiram hospitalização ou pronto-socorro.
Efeitos colaterais e cuidados
Por ser um anticorpo monoclonal aplicado por injeção, pode causar reações alérgicas no local ou sistêmicas. Algumas pessoas relatam piora temporária da asma durante o tratamento. É contraindicado para quem tem hipersensibilidade ao depemoquimabe ou a qualquer componente da fórmula, e não deve ser usado para tratar crises agudas de asma — apenas como tratamento de manutenção complementar.
O uso do Densurko deve ser prescrito e acompanhado por pneumologista ou alergista, que vai avaliar o perfil inflamatório do paciente. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Fontes
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
- Instituto Unidos pela Vida
- Portal Afya



