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Anvisa aprova Obodence (denosumabe): novo biossimilar para osteoporose
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Anvisa aprova Obodence (denosumabe): novo biossimilar para osteoporose

Por Carlos Oliveira·25 de julho de 2026·Atualizado em 14 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Obodence

A Anvisa aprovou o registro do Obodence (denosumabe), um biossimilar do medicamento Prolia, indicado para o tratamento da osteoporose — condição caracterizada pela perda progressiva de densidade e resistência óssea, que aumenta significativamente o risco de fraturas.

Para quem é indicado

A osteoporose afeta principalmente mulheres após a menopausa, período em que a queda nos níveis de estrogênio acelera a perda de massa óssea, mas também pode ocorrer em homens e em pessoas mais jovens por outros fatores, como uso prolongado de certos medicamentos ou condições de saúde específicas.

Assim como o Yesintek (aprovado na mesma leva de registros), o Obodence é um biossimilar — ou seja, um medicamento biológico que demonstrou similaridade em qualidade, segurança e eficácia em relação ao produto de referência já estabelecido no mercado, abrindo caminho para mais concorrência e, potencialmente, melhor acesso ao tratamento.

Como funciona

O denosumabe atua bloqueando uma proteína (RANKL) envolvida no processo de reabsorção óssea — o mecanismo natural pelo qual o corpo quebra tecido ósseo antigo. Ao inibir essa proteína, o medicamento ajuda a reduzir a perda óssea e, com isso, o risco de fraturas em pacientes com osteoporose.

Como é aplicado

É aplicado por via subcutânea, geralmente a cada seis meses, o que representa uma vantagem prática importante em comparação com tratamentos que exigem administração diária ou semanal — maior comodidade tende a favorecer a adesão ao tratamento ao longo do tempo, algo especialmente relevante numa condição crônica como a osteoporose, que exige manejo de longo prazo.

Efeitos colaterais e cuidados

O denosumabe pode causar hipocalcemia (queda do cálcio no sangue), por isso os níveis de cálcio e vitamina D devem ser corrigidos antes de iniciar o tratamento. Efeitos menos comuns, mas sérios, incluem osteonecrose da mandíbula e fraturas atípicas do fêmur, associados ao uso prolongado — por isso o acompanhamento odontológico e ortopédico regular é recomendado durante o tratamento.

O diagnóstico e acompanhamento da osteoporose são feitos por meio de exames de densitometria óssea, e o tratamento deve ser sempre indicado e monitorado por um médico — geralmente reumatologista, ortopedista ou endocrinologista —, que vai avaliar o grau de perda óssea e o risco individual de fratura antes de definir a melhor estratégia terapêutica.

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