
Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama avançado
O que foi aprovado
A Anvisa aprovou, em junho de 2026, o registro de um novo medicamento oral para o tratamento do câncer de mama avançado, ampliando as alternativas terapêuticas disponíveis no país.
Sobre o câncer de mama
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, e o tratamento varia bastante conforme o estágio da doença, o subtipo tumoral e características genéticas identificadas em exames laboratoriais.
Vantagens de um medicamento oral
Medicamentos orais tendem a facilitar a rotina de tratamento em comparação a terapias injetáveis, mas a indicação, dose e combinação com outros tratamentos dependem da avaliação do oncologista responsável por cada caso. Novas opções orais também podem reduzir a necessidade de deslocamentos frequentes até clínicas para infusão, o que tem impacto direto na qualidade de vida durante o tratamento — mas isso não significa que sejam automaticamente a melhor escolha para todos os casos.
Disponibilidade
A aprovação de novos registros pela Anvisa passa por avaliação de eficácia e segurança, mas a disponibilidade nas farmácias e a cobertura por planos de saúde podem levar tempo para se consolidar. Pacientes em tratamento devem conversar diretamente com a equipe oncológica sobre elegibilidade para essa e outras novas terapias.
Como o câncer de mama avançado costuma ser tratado
O tratamento combina, dependendo do subtipo tumoral identificado em exames, hormonioterapia (para tumores sensíveis a hormônios), quimioterapia, terapias-alvo (que atacam características específicas das células tumorais) e, em alguns casos, imunoterapia. A escolha depende de características como a presença de receptores hormonais, a expressão da proteína HER2 e mutações genéticas específicas encontradas na biópsia do tumor.
A importância do rastreamento
Quanto mais cedo o câncer de mama é identificado, maiores as chances de tratamento bem-sucedido e menos agressivo. O Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos, mas mulheres com histórico familiar ou outros fatores de risco devem conversar com o médico sobre a necessidade de começar o rastreamento mais cedo.



