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Anvisa aprova Datroway para novo tipo de câncer de pulmão
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Anvisa aprova Datroway para novo tipo de câncer de pulmão

Por Carlos Oliveira·30 de julho de 2026·Atualizado em 13 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Datroway

O Datroway é o nome comercial do datopotamabe deruxtecana, medicamento oncológico com registro ampliado pela Anvisa, publicado no Diário Oficial da União em julho de 2026.

É um anticorpo-droga conjugado (ADC) — uma tecnologia que combina um anticorpo monoclonal com um agente quimioterápico, unidos por um ligante estável, permitindo entregar a quimioterapia de forma mais direcionada às células tumorais.

Para quem é indicado

A nova indicação é para pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células, localmente avançado ou metastático, que apresentam mutação no receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) e que já foram tratados anteriormente com terapia direcionada ao EGFR e quimioterapia à base de platina.

O câncer de pulmão de não pequenas células responde por cerca de 85% de todos os casos de câncer de pulmão, a principal causa de morte por câncer no mundo.

Como funciona

O anticorpo datopotamabe reconhece especificamente a proteína TROP2, frequentemente presente em excesso nas células desse tipo de tumor. Ao se ligar a ela, carrega o composto citotóxico deruxtecana diretamente até a célula cancerígena, liberando o agente quimioterápico de forma mais localizada.

Como é aplicado

O tratamento é feito por infusão intravenosa a cada 3 semanas, em ciclos que continuam até a progressão da doença ou até que os efeitos colaterais se tornem inaceitáveis. A dose é calculada pelo peso do paciente.

Efeitos colaterais

O efeito adverso mais sério associado a esse medicamento é a doença pulmonar intersticial (pneumonite), que pode ser fatal e se manifesta com tosse, falta de ar e febre — por isso exige acompanhamento clínico rigoroso durante todo o tratamento. Reações à infusão também podem ocorrer, como calafrios, febre, falta de ar e queda de pressão. Efeitos gastrointestinais como náusea, vômito, diarreia e constipação são frequentes.

O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por oncologista, com monitoramento de sintomas respiratórios. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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