
Anvisa amplia uso do Hympavzi para hemofilia A e B com inibidores de fator de coagulação
O que foi ampliado
A Anvisa aprovou a ampliação de uso do Hympavzi (marstacimabe), publicada através da Resolução nº 2.831/2026, para incluir pacientes com hemofilia A com inibidores do fator VIII e pacientes com hemofilia B com inibidores do fator IX.
O que são os "inibidores"
Em parte dos pacientes com hemofilia, o sistema imunológico passa a reconhecer o fator de coagulação repositor (usado no tratamento tradicional) como uma substância estranha e produz anticorpos contra ele — os chamados inibidores. Isso torna o tratamento de reposição convencional ineficaz, exigindo abordagens terapêuticas diferentes, historicamente mais limitadas.
Como funciona o Hympavzi
Diferente da reposição direta do fator de coagulação, o marstacimabe age em uma via diferente: ele tem como alvo o TFPI (inibidor da via do fator tecidual), uma proteína anticoagulante natural do corpo. Ao reduzir a atividade do TFPI, o medicamento aumenta a quantidade de trombina — enzima que ajuda o sangue a coagular — circulando no organismo.
Como é aplicado
É uma injeção subcutânea de aplicação semanal, indicada para pacientes a partir de 12 anos e com peso corporal igual ou superior a 35 kg, usada como profilaxia de rotina para prevenir ou reduzir a frequência de episódios de sangramento.
Por que é relevante
Pacientes com inibidores costumam ter menos opções terapêuticas eficazes do que os demais pacientes com hemofilia. Por atuar em uma via diferente da reposição direta do fator ausente, o Hympavzi funciona independentemente da presença desses inibidores — ampliando as alternativas disponíveis para esse grupo específico.
O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por hematologista. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.



