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Anvisa amplia uso de Vabysmo (faricimabe) para tratar oclusão de veia da retina
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Anvisa amplia uso de Vabysmo (faricimabe) para tratar oclusão de veia da retina

Por Carlos Oliveira·23 de agosto de 2026·Atualizado em 27 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que foi aprovado

A Anvisa aprovou, em fevereiro de 2026, a ampliação da indicação terapêutica do Vabysmo (faricimabe) para o tratamento de pacientes adultos com perda de visão causada por edema macular secundário à oclusão de veia da retina (OVR) — tanto a forma que afeta um ramo da retina quanto a que afeta a veia central.

O que é a oclusão de veia da retina

A OVR é uma condição vascular séria do olho, que ocorre quando há um bloqueio em uma das veias responsáveis por drenar o sangue da retina — um tipo de "entupimento" que pode levar a inchaço (edema) e perda súbita ou progressiva da visão.

Como funciona o medicamento

O faricimabe é o primeiro medicamento intravítreo (aplicado dentro do olho) com mecanismo de ação duplo: ele bloqueia simultaneamente o VEGF-A (fator de crescimento endotelial vascular) e a angiopoietina-2 (Ang-2), duas vias envolvidas na instabilidade dos vasos sanguíneos da retina. A combinação foi desenvolvida para oferecer controle mais prolongado da doença, reduzindo a frequência necessária de aplicações em comparação a tratamentos que agem em apenas uma dessas vias.

Histórico de uso

O Vabysmo já era aprovado no Brasil para degeneração macular relacionada à idade (DMRI) na forma neovascular e para edema macular diabético. A nova indicação para OVR amplia o público que pode se beneficiar do medicamento.

O diagnóstico e o tratamento de doenças da retina devem ser feitos por oftalmologista especializado. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Sinais de alerta

A oclusão de veia da retina costuma se manifestar como perda de visão súbita e indolor em um dos olhos, ou visão embaçada que piora ao longo de horas ou dias. Como o dano à retina pode ser permanente se não tratado a tempo, qualquer alteração visual repentina — mesmo que pareça leve — merece avaliação oftalmológica urgente.

Frequência do tratamento

Assim como outros medicamentos anti-VEGF aplicados dentro do olho, o faricimabe exige um esquema de aplicações repetidas, geralmente mensais no início do tratamento, com possível espaçamento posterior conforme a resposta de cada paciente. O acompanhamento oftalmológico regular é necessário durante todo o tratamento para ajustar o intervalo entre as aplicações.

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