
Anvisa amplia uso de Vabysmo (faricimabe) para tratar oclusão de veia da retina
O que foi aprovado
A Anvisa aprovou, em fevereiro de 2026, a ampliação da indicação terapêutica do Vabysmo (faricimabe) para o tratamento de pacientes adultos com perda de visão causada por edema macular secundário à oclusão de veia da retina (OVR) — tanto a forma que afeta um ramo da retina quanto a que afeta a veia central.
O que é a oclusão de veia da retina
A OVR é uma condição vascular séria do olho, que ocorre quando há um bloqueio em uma das veias responsáveis por drenar o sangue da retina — um tipo de "entupimento" que pode levar a inchaço (edema) e perda súbita ou progressiva da visão.
Como funciona o medicamento
O faricimabe é o primeiro medicamento intravítreo (aplicado dentro do olho) com mecanismo de ação duplo: ele bloqueia simultaneamente o VEGF-A (fator de crescimento endotelial vascular) e a angiopoietina-2 (Ang-2), duas vias envolvidas na instabilidade dos vasos sanguíneos da retina. A combinação foi desenvolvida para oferecer controle mais prolongado da doença, reduzindo a frequência necessária de aplicações em comparação a tratamentos que agem em apenas uma dessas vias.
Histórico de uso
O Vabysmo já era aprovado no Brasil para degeneração macular relacionada à idade (DMRI) na forma neovascular e para edema macular diabético. A nova indicação para OVR amplia o público que pode se beneficiar do medicamento.
O diagnóstico e o tratamento de doenças da retina devem ser feitos por oftalmologista especializado. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Sinais de alerta
A oclusão de veia da retina costuma se manifestar como perda de visão súbita e indolor em um dos olhos, ou visão embaçada que piora ao longo de horas ou dias. Como o dano à retina pode ser permanente se não tratado a tempo, qualquer alteração visual repentina — mesmo que pareça leve — merece avaliação oftalmológica urgente.
Frequência do tratamento
Assim como outros medicamentos anti-VEGF aplicados dentro do olho, o faricimabe exige um esquema de aplicações repetidas, geralmente mensais no início do tratamento, com possível espaçamento posterior conforme a resposta de cada paciente. O acompanhamento oftalmológico regular é necessário durante todo o tratamento para ajustar o intervalo entre as aplicações.
Fontes
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
- PFARMA
- Universo Visual



