
Anvisa amplia uso da finerenona (Kerendia) para um tipo comum de insuficiência cardíaca
O que foi ampliado
A Anvisa aprovou uma nova indicação para a finerenona (Kerendia), da Bayer: o tratamento de um tipo específico de insuficiência cardíaca. Antes, o medicamento já era aprovado no Brasil para doença renal crônica associada ao diabetes tipo 2.
Para quem é a nova indicação
A ampliação cobre pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção do ventrículo esquerdo igual ou superior a 40% — uma medida de quão bem o coração relaxa e se enche de sangue antes de cada batimento. Esse tipo de insuficiência cardíaca é comum e frequentemente coexiste com a doença renal crônica: estudos mostram que entre 35% e 70% das pessoas com insuficiência cardíaca também têm algum grau de doença renal.
Como funciona
A finerenona é um antagonista não esteroidal do receptor de mineralocorticoide — ela bloqueia a ação de hormônios como a aldosterona nesse receptor, reduzindo processos inflamatórios e de fibrose que contribuem para o enrijecimento do coração e dos rins ao longo do tempo. É uma classe farmacológica diferente dos antagonistas mais antigos, como a espironolactona, com um perfil de segurança considerado mais favorável.
Como é usada
É um comprimido de uso oral, tomado uma vez ao dia, geralmente na dose de 20 mg — a dose máxima recomendada. Antes de iniciar o tratamento, é necessário medir os níveis de potássio no sangue e a função renal, já que esses valores determinam se e como o medicamento pode ser iniciado.
Efeitos colaterais
O efeito adverso mais importante é a hipercalemia — o aumento do potássio no sangue —, que exige monitoramento contínuo dos níveis desse mineral durante todo o tratamento. Outros efeitos possíveis incluem queda da pressão arterial, redução da função renal e coceira. O medicamento não deve ser tomado com pomelo ou suco de pomelo, que pode interferir na sua metabolização.
O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por cardiologista ou nefrologista, com exames de sangue regulares. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.



