
Anvisa aprova vacina 100% nacional contra a dengue, a primeira do mundo em dose única
O que foi aprovado
A Anvisa aprovou o registro da vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), publicado no Diário Oficial da União em dezembro de 2025. É a primeira vacina contra a dengue inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil.
Por que a dose única é um avanço
Diferente da vacina contra dengue já disponível no país, que exige duas doses, a Butantan-DV é aplicada em dose única — a primeira vacina contra dengue do mundo com esse esquema. Isso simplifica bastante a logística de vacinação em massa, reduzindo custos e facilitando a adesão da população.
Eficácia comprovada
Os estudos clínicos mostraram eficácia global de 74,7% contra a dengue sintomática e 89% de proteção contra as formas graves da doença. A vacina utiliza tecnologia de vírus vivo atenuado, a mesma já empregada em outros imunizantes consolidados no Brasil e no mundo.
Quem pode tomar
A indicação aprovada é para pessoas de 12 a 59 anos.
Quando chega ao SUS
O Ministério da Saúde já anunciou a intenção de oferecer a vacina gratuitamente pelo SUS, com estimativa de 30 milhões de doses disponíveis até meados de 2026. O Instituto Butantan já tinha cerca de 1 milhão de doses prontas para distribuição no momento da aprovação.
A indicação de vacinação deve seguir as orientações do Ministério da Saúde e das unidades de saúde locais. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica.
Sintomas da dengue
A dengue costuma causar febre alta repentina, dor muscular e nas articulações (por isso o apelido de 'febre quebra-ossos'), dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Na maioria dos casos a doença é autolimitada, mas pode evoluir para a forma grave, com sangramentos e queda de pressão — sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato.
Outras formas de prevenção
A vacina é uma ferramenta adicional, não substitui o combate ao mosquito Aedes aegypti — eliminar água parada, usar repelente e telas em portas e janelas continuam sendo medidas essenciais, já que o mesmo mosquito também transmite zika e chikungunya, doenças para as quais ainda não existe vacina amplamente disponível no Brasil.



