
Vacina contra herpes-zóster: quem deve tomar e por que ainda não está no SUS
O que é o herpes-zóster
O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é causado pela reativação do vírus da catapora (varicela-zóster), que fica latente no organismo mesmo décadas depois da infecção original. Quando reativado, provoca erupções dolorosas na pele e pode deixar sequelas, como a neuralgia pós-herpética — uma dor persistente na região afetada que pode durar meses.
A vacina disponível
A vacina Shingrix, aplicada em duas doses, é apontada como a medida mais eficaz para prevenir a doença e suas complicações, com 82% de eficácia segundo os estudos que embasaram sua aprovação.
Quem deve tomar
É indicada para adultos a partir de 50 anos que já tiveram catapora, além de pessoas a partir de 18 anos com risco aumentado de desenvolver herpes-zóster — como pacientes imunossuprimidos ou com determinadas condições de saúde. Estudos recentes também mostraram que a vacina é segura para pacientes reumáticos.
Por que não está no SUS
Em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina contra herpes-zóster ao SUS, avaliando que o custo era elevado frente ao impacto esperado no combate à doença em larga escala. A vacina permanece disponível apenas na rede privada de saúde. Há projetos em discussão no Congresso para incluir tanto a vacina de herpes-zóster quanto a pneumocócica no programa nacional de imunização.
A indicação da vacina deve ser avaliada com um médico, considerando idade, histórico de saúde e fatores de risco individuais. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica.
Sintomas típicos do herpes-zóster
A crise costuma começar com dor, formigamento ou queimação em uma faixa da pele, seguida do surgimento de bolhas vermelhas alguns dias depois — tipicamente numa faixa que segue o trajeto de um nervo, em apenas um lado do corpo. A dor pode ser intensa mesmo antes das lesões aparecerem, o que às vezes atrasa o diagnóstico correto.
Além da vacina
Não há como prevenir completamente a reativação do vírus, já que ele permanece latente no organismo de quem já teve catapora. Manter um sistema imunológico saudável — sono adequado, controle de estresse e de doenças crônicas — pode ajudar a reduzir o risco, mas a vacina continua sendo a medida mais eficaz disponível atualmente.
Fontes
- Agência Brasil
- Senado Notícias
- NAV Dasa



