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Vitamina D: por que até quem toma sol pode estar em deficiência
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Vitamina D: por que até quem toma sol pode estar em deficiência

Por Carlos Oliveira·08 de julho de 2026·Atualizado em 27 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que o estudo encontrou

Um estudo com 1.004 doadores de sangue em Salvador, Curitiba e São Paulo, realizado durante o verão, encontrou deficiência de vitamina D em 15,3% das pessoas e insuficiência em 50,9% — ou seja, mais de 60% do total com níveis abaixo do ideal, mesmo na estação de maior exposição ao sol.

Por que isso surpreende

Isso surpreende porque a vitamina D é produzida principalmente pela pele quando exposta ao sol, e o Brasil tem incidência solar alta na maior parte do território. Fatores como rotina urbana com pouca exposição direta, uso de protetor solar e composição corporal ajudam a explicar o resultado.

A recomendação mudou

A tabela nutricional brasileira ainda recomenda 200 UI por dia, mas a nova diretriz da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia já indica 600 UI diárias para crianças acima de 1 ano e adolescentes — um reflexo de que a recomendação antiga estava desatualizada.

O caminho recomendado

A alimentação sozinha raramente é suficiente para repor vitamina D, já que poucos alimentos são fontes relevantes. Por isso, avaliar a exposição solar adequada e, quando necessário, suplementar de forma orientada por exame de sangue é o caminho recomendado — não a automedicação.

Sinais de deficiência

A deficiência de vitamina D costuma ser silenciosa nos estágios iniciais. Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são cansaço persistente, dor óssea ou muscular, fraqueza e, em casos mais graves e prolongados, maior propensão a fraturas. Como esses sinais são inespecíficos e podem ter várias causas, a confirmação só vem por exame de sangue.

Quando pedir o exame

Não é necessário testar a vitamina D rotineiramente sem motivo — mas vale considerar o exame para grupos de maior risco: pessoas com pouca exposição solar (rotina majoritariamente indoor), pele mais escura (que produz vitamina D mais lentamente a partir do sol), idosos, obesidade, ou quem já tem osteoporose ou outras condições ósseas diagnosticadas.

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