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Anvisa amplia dois medicamentos para lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes
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Anvisa amplia dois medicamentos para lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes

Por Carlos Oliveira·22 de julho de 2026·Atualizado em 13 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que mudou

Em julho de 2026, a Anvisa aprovou a ampliação de uso de dois medicamentos biológicos já registrados no Brasil, passando a autorizar seu uso também em crianças e adolescentes: o Benlysta (belimumabe), para lúpus, e o Ocrevus (ocrelizumabe), para esclerose múltipla.

Benlysta (belimumabe) para lúpus infantil

O Benlysta passa a ser indicado para pacientes a partir de 5 anos de idade com lúpus eritematoso sistêmico ativo, como terapia complementar para quem já apresenta alto grau de atividade da doença mesmo em tratamento padrão com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios ou outros imunossupressores.

A ampliação vale exclusivamente para as apresentações em caneta aplicadora ou autoinjetora, de uso subcutâneo — o que deve reduzir a necessidade de deslocamentos frequentes a centros de infusão, um ganho prático relevante para famílias de crianças com a doença.

Ocrevus (ocrelizumabe) para esclerose múltipla pediátrica

O Ocrevus passa a poder ser indicado para adolescentes a partir de 12 anos, com peso corporal igual ou superior a 40 kg, com esclerose múltipla remitente-recorrente — a forma mais comum da doença, caracterizada por surtos seguidos de períodos de remissão.

É um anticorpo monoclonal que reduz a atividade inflamatória associada à esclerose múltipla, aplicado por infusão intravenosa em ambiente hospitalar.

Cuidados e monitoramento

Os dois medicamentos atuam modulando o sistema imunológico, o que exige exames prévios e monitoramento contínuo durante o tratamento — incluindo avaliação de histórico de infecções e da situação vacinal antes de iniciar o uso. Pais e responsáveis devem procurar atendimento médico diante de febre persistente, sinais de infecção, reações após a aplicação ou piora inesperada dos sintomas.

O uso de ambos os medicamentos em crianças e adolescentes deve ser prescrito e acompanhado por reumatologista pediátrico, no caso do lúpus, ou neurologista pediátrico, no caso da esclerose múltipla. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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