VidaNutri
Anvisa aprova Duvyzat (givinostat) para distrofia muscular de Duchenne
Medicamentos

Anvisa aprova Duvyzat (givinostat) para distrofia muscular de Duchenne

Por Carlos Oliveira·14 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Duvyzat

O Duvyzat é o nome comercial do givinostat, medicamento aprovado pela Anvisa em 13 de agosto de 2026 para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD) — uma doença genética rara que causa degeneração progressiva dos músculos, praticamente restrita a meninos, já que é ligada ao cromossomo X.

Para quem é indicado

É indicado para pacientes a partir de 6 anos de idade, para uso em conjunto com o tratamento padrão à base de corticosteroides — não substitui o corticoide, é somado a ele.

Como funciona

O givinostat é um inibidor de histona desacetilase, classe de medicamento que atua na regulação da expressão de genes ligados à inflamação e à fibrose muscular. Na DMD, a ausência da proteína distrofina deixa as fibras musculares mais frágeis e sujeitas a um ciclo de dano e cicatrização que, com o tempo, substitui o músculo por tecido fibroso e gorduroso. Ao modular esse processo, o givinostat ajuda a reduzir a inflamação e a fibrose, contribuindo para desacelerar a perda de função muscular.

Como é aplicado

O tratamento é por via oral, em suspensão líquida, na dose de 3,5 ml duas vezes ao dia — um esquema pensado para uso contínuo em casa, sob acompanhamento médico regular.

Eficácia

Nos estudos que embasaram a aprovação, os pacientes tratados com Duvyzat associado ao corticoide apresentaram perda de função motora significativamente menor do que os que receberam apenas o tratamento padrão.

Efeitos colaterais e monitoramento

Os efeitos adversos mais relevantes incluem queda na contagem de plaquetas e outros sinais de mielossupressão — como redução da hemoglobina e de neutrófilos —, além de aumento dos triglicerídeos e distúrbios gastrointestinais como diarreia e náusea. O medicamento também pode prolongar o intervalo QT do coração, o que exige atenção a arritmias.

Por esses motivos, antes de iniciar o tratamento e durante todo o seu curso, é necessário monitorar exames de plaquetas, triglicerídeos e, em alguns casos, eletrocardiograma.

O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por neurologista especializado em doenças neuromusculares. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Você também pode gostar