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Anvisa aprova Kineret para artrite reumatoide e doenças autoinflamatórias raras
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Anvisa aprova Kineret para artrite reumatoide e doenças autoinflamatórias raras

Por Carlos Oliveira·30 de julho de 2026·Atualizado em 14 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Kineret

A Anvisa publicou em 27 de julho de 2026 o registro do medicamento Kineret (anacinra), por meio da Resolução RE nº 2.871/2026, aprovado para o tratamento de três condições clínicas caracterizadas por inflamação sistêmica persistente ou recorrente.

Para quem é indicado

A primeira indicação é a artrite reumatoide: em combinação com metotrexato, o Kineret é indicado para tratar os sinais e sintomas da doença em adultos que tiveram resposta inadequada ao metotrexato usado isoladamente.

A segunda indicação abrange as síndromes de febres periódicas — especificamente as Síndromes Periódicas Associadas à Criopirina (CAPS) e a Febre Familiar do Mediterrâneo (FFM). Nesses casos, o registro permite o uso em adultos, adolescentes, crianças e até bebês a partir de 8 meses de idade, desde que com peso corporal igual ou superior a 10 quilos.

A terceira indicação é a doença de Still, abrangendo tanto a artrite idiopática juvenil sistêmica quanto a doença de Still do adulto — novamente com uso liberado a partir dos 8 meses de idade e 10 kg de peso corporal.

Como funciona

A anacinra é um imunobiológico que bloqueia a ação da interleucina-1 (IL-1), proteína envolvida na resposta inflamatória do organismo — ao inibi-la, o medicamento ajuda a reduzir a inflamação sistêmica característica dessas três condições.

Como é aplicado

A aplicação é feita por injeção subcutânea diária, geralmente no abdômen, coxa ou braço, em esquema de uso contínuo definido pelo médico responsável.

Efeitos colaterais

O efeito adverso mais comum é a reação no local da injeção — vermelhidão, coceira ou dor —, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Por atuar no sistema imunológico, o medicamento também pode aumentar o risco de infecções, por isso pacientes em uso de Kineret devem ser monitorados quanto a sinais infecciosos.

Essas três condições têm em comum episódios de inflamação sistêmica que podem se tornar persistentes ou recorrentes, associados a comprometimento importante da qualidade de vida, incapacidade funcional e, em casos mais graves, complicações potencialmente sérias — o que torna a ampliação de opções terapêuticas relevante, especialmente para os quadros pediátricos raros contemplados pelo registro.

A indicação, o esquema de doses e o acompanhamento durante o tratamento com Kineret devem ser sempre definidos por um médico especialista, considerando a condição específica de cada paciente. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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