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Anvisa aprova primeira terapia radioligante do Brasil para câncer de próstata avançado
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Anvisa aprova primeira terapia radioligante do Brasil para câncer de próstata avançado

Por Carlos Oliveira·26 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que foi aprovado

A Anvisa aprovou a primeira terapia radioligante do Brasil para tratamento do câncer — a vipivotida tetraxetana com lutécio-177 (Lu-177), indicada para pacientes adultos com câncer de próstata metastático resistente à castração (mCRPC), positivo para PSMA (antígeno de membrana específico da próstata), que já foram tratados com inibição da via do receptor de andrógeno e quimioterapia baseada em taxano.

O que é uma terapia radioligante

É um tipo de tratamento que combina radiofármaco com terapia alvo: uma pequena molécula se liga especificamente ao PSMA, presente nas células do câncer de próstata, e carrega junto um isótopo radioativo (o lutécio-177). Ao se fixar nas células tumorais, a radiação emitida danifica o DNA dessas células e das que estão ao redor — atingindo o tumor de forma mais direcionada do que a radioterapia convencional.

Resultados dos estudos

Os estudos que embasaram a aprovação mostraram redução de 38% no risco de morte e de 60% no risco de progressão radiográfica da doença ou morte, em comparação com o padrão de tratamento anterior.

Para quem é indicado

A indicação é restrita a um estágio avançado específico da doença: câncer de próstata metastático que já não responde mais à castração hormonal (resistente à castração), com confirmação de PSMA positivo por exame de imagem, em pacientes que já passaram por inibição do receptor de andrógeno e quimioterapia com taxano.

Por que é considerado um marco

É a primeira aprovação desse tipo de terapia no Brasil, abrindo caminho para o uso de radioligantes em oncologia no país — uma abordagem que já vinha sendo usada em outros mercados e que amplia as opções para pacientes em estágios avançados da doença, quando as alternativas terapêuticas costumam ser mais limitadas.

O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por oncologista, em centros especializados com estrutura para manejo de radiofármacos. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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