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Anvisa aprova Vonjo (pacritinibe) para mielofibrose com baixa contagem de plaquetas
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Anvisa aprova Vonjo (pacritinibe) para mielofibrose com baixa contagem de plaquetas

Por Carlos Oliveira·17 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Vonjo

O Vonjo é o nome comercial do pacritinibe, medicamento aprovado pela Anvisa em 8 de junho de 2026 para o tratamento da mielofibrose — um tipo raro de câncer no sangue que afeta a medula óssea, prejudicando a produção normal de células sanguíneas.

Para quem é indicado

É indicado para adultos com mielofibrose primária ou secundária de risco intermediário ou alto, que apresentam contagem de plaquetas abaixo de 50 mil por microlitro de sangue — uma condição chamada trombocitopenia grave, que limitava bastante as opções de tratamento até então, já que outros medicamentos da mesma classe costumam ser contraindicados nesse cenário.

Como funciona

O pacritinibe é um inibidor de quinases que age sobre as proteínas JAK2 e IRAK1, envolvidas tanto na proliferação anormal das células sanguíneas quanto nos processos inflamatórios característicos da mielofibrose. A diferença em relação a outros inibidores de JAK já usados na doença é que o pacritinibe preserva mais a função da proteína JAK1 — o que ajuda a explicar por que ele pode ser usado mesmo em pacientes com plaquetas muito baixas, algo que costuma impedir o uso dos medicamentos mais antigos dessa classe.

Como é usado

O tratamento é por via oral, na dose de 200 mg, duas vezes ao dia.

Efeitos colaterais

O efeito colateral mais comum é a diarreia, que costuma aparecer nos primeiros dois meses de tratamento e melhorar com o tempo. Por atuar em uma população de pacientes com plaquetas já baixas, o risco de sangramentos é um ponto de atenção importante: hemorragias sérias foram relatadas em cerca de 11% a 13% dos pacientes tratados, dependendo da contagem de plaquetas inicial, incluindo casos raros de sangramento fatal.

O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por hematologista, com monitoramento frequente da contagem de plaquetas e sinais de sangramento. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Fontes

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