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Anvisa aprova Xcopri (cenobamato) para epilepsia de difícil controle
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Anvisa aprova Xcopri (cenobamato) para epilepsia de difícil controle

Por Carlos Oliveira·14 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Xcopri

O Xcopri é o nome comercial do cenobamato, medicamento anticonvulsivante aprovado pela Anvisa em julho de 2026.

Para quem é indicado

É indicado para o tratamento de crises focais — o tipo de crise epiléptica que começa numa área específica do cérebro — em adultos que continuam tendo crises mesmo depois de já terem experimentado pelo menos dois medicamentos anticonvulsivantes diferentes, quadro conhecido como epilepsia refratária.

Como funciona

O cenobamato age por dois mecanismos combinados: inibe canais de sódio dependentes de voltagem nos neurônios e potencializa a ação do GABA, o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso. Essa dupla ação é uma das razões pelas quais o medicamento tem mostrado bons resultados em casos que não respondem bem a outros anticonvulsivantes.

Como é usado

É administrado por via oral, uma vez ao dia, disponível em diferentes dosagens (de 12,5 mg a 200 mg). O tratamento começa com uma dose baixa, aumentada de forma bem gradual ao longo de várias semanas — esse esquema de início lento é importante para reduzir o risco de efeitos adversos graves.

Efeitos colaterais

Os efeitos mais comuns são sonolência, fadiga e tontura, mais frequentes nas doses mais altas. Em estudos iniciais, quando a dose inicial era muito alta ou aumentada rápido demais, alguns pacientes desenvolveram uma reação rara e grave chamada síndrome DRESS — desde que o protocolo de início mais lento e gradual passou a ser seguido, esse risco caiu praticamente a zero nos estudos.

Outro ponto de atenção é o eletrocardiograma: o medicamento pode encurtar o intervalo QT do coração, por isso é contraindicado para quem tem a síndrome do QT curto — uma condição cardíaca rara.

O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por neurologista, com ajuste de dose gradual e monitoramento contínuo. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Interromper ou trocar medicação anticonvulsivante por conta própria pode ser perigoso e aumentar o risco de crises.

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