
Anvisa aprova Imfinzi (durvalumabe) combinado com BCG para câncer de bexiga de alto risco
O que foi aprovado
A Anvisa ampliou, em maio de 2026, a indicação do Imfinzi (durvalumabe) para incluir o tratamento do câncer de bexiga não músculo-invasivo de alto risco, em combinação com a BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) — uma vacina também usada há décadas no tratamento desse tipo de tumor.
Para quem é indicado
A nova indicação vale para pacientes com câncer de bexiga não músculo-invasivo de alto risco, sem carcinoma in situ, que ainda não haviam recebido tratamento com BCG ou não o receberam nos últimos três anos.
Como funciona
O durvalumabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia a interação entre a proteína PD-L1, presente nas células tumorais, e os receptores PD-1 e CD80 dos linfócitos. Essa interação normalmente funciona como um "freio" da resposta imunológica — ao bloqueá-la, o medicamento ajuda o próprio sistema imune do paciente a reconhecer e atacar as células cancerígenas com mais eficácia.
Como é aplicado
Quando usado junto com a BCG no mesmo dia, o paciente recebe primeiro o Imfinzi, por infusão intravenosa, seguido da aplicação da BCG diretamente na bexiga.
Efeitos colaterais
Por estimular o sistema imunológico, o medicamento pode causar inflamação em órgãos e tecidos saudáveis — incluindo pulmões, fígado, intestino, rins, pele, coração e sistema nervoso. Efeitos mais comuns incluem sintomas parecidos com gripe, febre, dor, calafrios, fadiga e sensação de queimação na bexiga.
O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por urologista ou oncologista, com monitoramento de possíveis reações imunológicas em qualquer órgão. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.



