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Anvisa aprova Tzield (teplizumabe), primeiro medicamento para atrasar o diabetes tipo 1 no Brasil
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Anvisa aprova Tzield (teplizumabe), primeiro medicamento para atrasar o diabetes tipo 1 no Brasil

Por Carlos Oliveira·10 de agosto de 2026·Atualizado em 13 de agosto de 2026·2 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que é o Tzield

O Tzield é o nome comercial do teplizumabe, medicamento biológico aprovado pela Anvisa pela Resolução RE nº 897/2026, publicada no Diário Oficial da União em 9 de março de 2026. É fabricado no Brasil pela Sanofi Medley Farmacêutica, com registro válido até março de 2036.

Ele representa uma mudança de paradigma no diabetes tipo 1: pela primeira vez, existe um medicamento capaz de atrasar — não apenas tratar — o desenvolvimento clínico da doença.

Para quem é indicado

A indicação é específica para pacientes a partir de 8 anos de idade que estão no estágio 2 do diabetes tipo 1 — uma fase pré-sintomática, em que a pessoa já tem autoanticorpos característicos da doença e alterações nos níveis de glicose, mas ainda não apresenta sintomas clínicos como sede excessiva, urinar com frequência ou perda de peso.

Esse estágio só pode ser confirmado por exames específicos — dosagem de autoanticorpos e teste oral de tolerância à glicose —, avaliados por um endocrinologista. O Tzield não é indicado para quem já está no estágio 3, com diagnóstico clínico já fechado.

Como funciona

O teplizumabe atua diretamente no sistema imunológico, modulando a atividade dos linfócitos T — células de defesa que, no diabetes tipo 1, atacam por engano as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Ao reduzir essa resposta autoimune, o medicamento ajuda a preservar essas células por mais tempo.

O objetivo é retardar a transição para o estágio 3, quando a hiperglicemia se torna evidente e o diagnóstico clínico tradicional é estabelecido. Nos estudos que embasaram a aprovação, o teplizumabe praticamente dobrou o tempo médio até esse diagnóstico em pessoas no estágio 2.

Como é aplicado

O tratamento é feito por infusão intravenosa, uma vez ao dia, durante 14 dias consecutivos, sempre em ambiente clínico ou hospitalar assistido — não é uma aplicação única nem pode ser feita em casa.

Disponibilidade no Brasil

Apesar do registro aprovado, o Tzield ainda não está disponível nas farmácias brasileiras: falta a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), etapa necessária antes do início da comercialização.

A indicação e o acompanhamento do estágio 2 do diabetes tipo 1 devem ser feitos por endocrinologista. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica individualizada.

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