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SUS passa a oferecer edaravone gratuitamente para pacientes com ELA em estágio inicial
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SUS passa a oferecer edaravone gratuitamente para pacientes com ELA em estágio inicial

Por Carlos Oliveira·08 de agosto de 2026·Atualizado em 13 de agosto de 2026·1 min de leitura
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional profissional. Consulte sempre um especialista antes de iniciar dietas ou usar medicamentos.

O que foi incorporado

O Ministério da Saúde publicou, em 21 de julho de 2026, a Portaria SECTICS/MS nº 40, que incorpora o edaravone à rede pública de saúde, ampliando as opções gratuitas de tratamento para pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA) no Brasil.

Para quem é indicado

A nova tecnologia é destinada especificamente a pacientes adultos classificados nos graus 1 ou 2 de comprometimento pela doença, com duração de sintomas igual ou inferior a dois anos — ou seja, o foco é em quem está em estágio inicial do quadro, quando o tratamento tende a ter mais impacto.

Como funciona

O edaravone atua reduzindo o estresse oxidativo, um dos mecanismos associados à degeneração dos neurônios motores que caracteriza a ELA — doença rara, progressiva e ainda sem cura conhecida. Segundo a análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), as evidências disponíveis indicam que o medicamento desacelera o declínio funcional dos pacientes e apresenta perfil de segurança satisfatório, embora não represente uma cura para a doença.

Como é usado

De acordo com a portaria, o edaravone pode ser usado isoladamente ou em associação com o riluzol, medicamento que já integra o tratamento padrão da ELA no Brasil — a combinação ou não deve ser sempre definida em avaliação médica individual.

Disponibilidade no SUS

A incorporação foi aprovada, mas o medicamento ainda não estava disponível na rede pública no momento da publicação da portaria — a expectativa oficial era de disponibilização em até 180 dias após a publicação. Antes dessa incorporação, o edaravone não constava na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) nem tinha protocolo de dispensação pelas secretarias estaduais de saúde.

O acompanhamento de pacientes com ELA deve ser feito por neurologista especializado; este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica.

Fontes

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